
O São Paulo começou o ano como favorito em todas as competições. Não era para menos: chegou à final da Libertadores em 2006 e foi campeão brasileiro no mesmo ano. O favoritismo não se confirmou no estadual e na competição internacional, mas foi implacável no Nacional. Com antecedência, o Tricolor garantiu o pentacampeonato brasileiro, em campanha invejável. Confira como foi o ano de 2007 para o time paulista.
Campeonato Paulista:
O Paulistão poderia ser a primeira conquista do Tricolor no ano. O time terminou a primeira fase da competição sem perder nenhuma partida. Venceu Corinthians e Palmeiras e empatou com o Santos. Mas, ao chegar à fase final, o time são-paulino encarou o São Caetano nas semifinais.
E foi surpreendido. No primeiro jogo, um empate por 1 a 1. No segundo, o Azulão goleou o Tricolor por 4 a 1 e eliminou o favorito do campeonato. Foi um baque para o elenco.
Taça Libertadores da América:
O Tricolor fez uma boa primeira fase na competição. Não perdeu nenhuma partida, enfrentando Audax, Necaxa e Alianza Lima. Mas encontrou o Grêmio nas oitavas-de-final, justamente quando não estava em sua melhor fase. O time havia sido eliminado da semifinal do Paulistão pelo São Caetano, dois jogos antes de encarar o time gaúcho.
Na primeira partida, no Morumbi, os paulistas venceram por 1 a 0. Mas não conseguiram segurar o Grêmio no Olímpico. Os anfitriões venceram por 2 a 0. Mais um tropeço inesperado da equipe que, posteriormente, se consagraria como a melhor do futebol brasileiro.
Copa Sul-americana:
A participação do São Paulo na competição sul-americana gerou dúvida. Principalmente no técnico Muricy Ramalho, que deixou clara sua preocupação com o desgaste do elenco por disputar esta competição ao mesmo tempo que o Brasileiro corria.
O time passou do Figueirense na fase brasileira. Mas a competição empolgou a torcida, os jogadores e o treinador na partida seguinte. O Boca Juniors (ARG) era o adversário. Um clima de rivalidade se criou em torno do duelo. E o time paulista conseguiu eliminar os argentinos. Perdeu a primeira partida por 2 a 1, na Bombonera, mas venceu em casa por 1 a 0 seguiu adiante.
A eliminação do São Paulo aconteceu nas quartas-de-final, diante do Millonarios (COL). Uma derrota em casa por 1 a 0 e outra por 2 a 0 na Colômbia. A saída do torneio nem foi tão lamentada pelo Tricolor, pois agora o time poderia se concentrar ainda mais no Brasileiro.
Campenato Brasileiro:
Logo depois da eliminação na Libertadores, o São Paulo estreou no Nacional. Nos primeiros cinco jogos, oscilou bastante: foram duas vitórias, duas derrotas e um empate. Mas, a partir da vitória sobre o Vasco por 2 a 0, no Morumbi, o Tricolor deslanchou. Ficou sem perder por seis partidas, caiu diante do Fluminense e depois seguiu com tranqüilidade na liderança do Brasileirão.
O time paulista só foi perder novamente para o Flamengo, após 16 rodadas invicto. O título foi garantido na vitória por 3 a 0 sobre o América-RN, com quatro rodadas de antecedência.
Recorde Especial:
O goleiro Rogério Ceni conquistou uma marca expressiva neste ano. O capitão permaneceu quase mil minutos sem tomar um gol, o que certamente ajudou o Tricolor na campanha vitoriosa rumo ao pentacampeonato. Com 988 minutos sem ser vazado, o capitão são-paulino tomou o lugar de Acácio, que havia ficado 915 minutos sem sofrer gols no Campeonato Brasileiro de 1988. O primeiro colocado é Jairo (1132) e o segundo Emerson Leão (1057).
A última conquista são-paulina do ano foi na festa de encerramento do Campeonato Brasileiro. A CBF elegeu diversos tricolores como destaques. Rogério Ceni levou três prêmios: melhor goleiro, melhor jogador e craque da torcida. Breno foi a revelação do ano e o melhor zagueiro pela direita. Miranda foi o craque da zaga pela esquerda. Hernanes e Richarlyson, os melhores volantes. E Muricy Ramalho, o treinador do ano.Fonte: GloboEsporte
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